quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A imensidão açúcarada.

Contava, 1,2,3,4...
Se perdeu. Uma imensidão azul salpicada de branco.
Queria poder abrir a janela e pular de uma em uma, deitar, rolar...
A vista nunca lhe foi tão bela.
O sol, iluminava os olhinhos brilhantes e de repente, uma lágrima a rolar.
A pobre garota chorava, diante da bela paisagem.
Chorava por amor, chorava por saudade, chorava e chorava,
mas o coração sorria, pois sabia que um dia iria voltar.
Um dia iria poder voar por entre as nuvens...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Dezembro de 2010.
Mais um ano passou. As coisas mudaram muito esse ano. Minha rotina, as pessoas, eu amadureci.
Se fosse definir 2010 em uma palavra diria: crescimento.
Cresci muito, na forma de pensar, agir. Aprendi que nem tudo está a nosso favor e que a medida que o tempo passa, temos que nos acostumar com responsabilidades, essas, que muitas vezes nós nem queremos, mas que são inevitáveis.
Isso me levou a pensar em:
As coisas passam ou nós que nos apegamos as coisas passageiras?
Na minha opnião, ambos.
Aquele show que você está louca pra ir, demora pra chegar, e quando chega, passa rápido. Mas dele, você vai tirar as melhores lembranças que se podem ter. E irá guardar isso, pra vida toda, quando sentir saudade, vai buscar nas suas lembranças a melhor noite da sua vida.
Começamos a idealizar situações e um tempo depois, quando ela já passou, vamos avaliar se ocorreram como esperávamos.
A verdade, é que o tempo voa e não espera. E assim, vai, um ano mais rápido que o outro. Cheio de momentos inesquecíveis que vão alimentar nossa memória por muito tempo.
O problema é que com tanta coisa para se fazer hoje em dia, os momentos bons para serem lembrados estão só diminuindo.
Então o apelo de fim de ano fica:
Preste atenção nas pessoas que estiveram ao seu lado nesse ano, guarde os momentos que teve com elas, e vá levando assim, pros próximos anos que vierem. Da vida, não se leva nada material, apenas o sentimental, faça a diferença. Nossas ações não terão muita importância, mas vão deixar uma marca só nossa, por onde passarmos. Pense nisso.

Ingrid e Victória.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Just to remember.

Qualquer coisa que você faça será insignificante, mas é muito importante que você o faça. Você pode não saber qual é o significado da sua vida, e não precisa. Precisa apenas saber que ela significa alguma coisa. Toda vida tem um significado, mesmo que dure 100 anos ou 100 segundos. Toda vida tem. E cada morte, muda o mundo do seu próprio jeito. Ghandi sabia disso. Ele sabia que sua vida significava alguma coisa para alguém, em algum lugar, de alguma forma. E ele sabia com muita certeza que ele jamais saberia o significado dela. Ele entendeu que viver a vida, deve ser mais uma grande preocupação, do que um entendimento. E eu também. Você pode não saber, então não leve isto por certo, não leve isso muito a sério. Não adie o que você quer, não deixe que nada o impeça. Apenas tenha certeza, de que as pessoas com que você se preocupa saibam. E tenham certeza do que você realmente sente, porque só assim tudo pode acabar.

sábado, 18 de setembro de 2010

Get back.

Sentou abraçada ao moose. Chorou como se não houvesse mais nada a perder.
As lágrimas escorriam e embaçavam sua visão. Não conseguia parar de chorar.
Seu coração? Em pedaços. Sua sanidade? Perturbada. Sua essência? Perdida há muito tempo.
Não conseguia entender toda a turbulência de coisas em sua mente.
Tudo flutuava, e a fazia sentir-se cada vez mais inferior.
Lembrou-se de quando passava horas sentada com sua família, contando histórias, rindo, brigando, desculpando-se.
A nostalgia invadia seu coração, fazendo-a chorar ainda mais. O que fizera com a sua vida?Por que se distanciara tanto de tudo e de todos?
Cadê aqueles sorrisos constantes? A vontade de ver os amigos, as pessoas que ama? Pra onde foi tudo isso?
Pra onde foi, não se sabe. A única certeza é que deseja ter tudo de volta. Todos os sorrisos, as cantorias, os suspiros, as vibrações. Deseja voltar a ser quem era, sem medos, sem preocupações, sem intenções...

domingo, 5 de setembro de 2010

Platônico.

Sentada na calçada, observava os carros passarem. O sereno caía sobre seus negros cabelos.
Sua cabeça girava, o sangue fervia nas veias. Ainda sentia adrenalina e as lembranças, ainda recentes, a assolavam.
Imaginava, inventava, e em alguns momentos, apenas recordava.
Se divertiu a cada segundo, não conseguia esquecer a troca de olhares, os sorrisos, as conversas hesitantes.
Tinham tanto em comum, e ao mesmo tempo, nada. Ela, quieta, no seu canto, sempre tímida, de poucas palavras e muitos sorrisos.
Ele, risadas altas, extrovertido, agitado.
Curtiam da mesma música, do mesmo estilo, discutiam sobre horas, se conheciam a vida inteira.
Mas isso não era pra dar certo. Nunca. Era apenas uma idealização. Ele, é muito perfeito pra ela. Assim, ao se juntarem, teme que ela o estrague.
Um amor platônico, do mais puro e inocente, a enche de alegria e sonhos, sua cabeça gira em torno dele, e quem disse que ela quer se livrar disso? Viver o real? Não quer.

domingo, 15 de agosto de 2010

E pra onde foi a reflexão?

Pobre garota. Mal sabia que estava cometendo um grave erro. Uma grande farsa viria assolar-lhe por alguns meses, uma grande mentira que a faria refletir e aprender. Mais um equívoco que ela cometia.
Sempre foi muito cuidadosa ao tomar atitudes, mas isso se perdeu, deixou-se levar pela forte pressão, pela ilusão. Não sentia nada, porém, achava que sentia tudo.
Agora, alguns dias depois de tentar consertar seu próprio erro, percebe que machucou pessoas. Isso não é de seu feitio, sempre preocupada em não desagradar ninguém, não envolver ninguém em suas insanidades.
Bom, o que foi feito, foi feito. Ela sabe que nada poderá mudar, e não mudará mesmo. Só espera compreensão por parte das pessoas, coisa que está faltando, e muito.
Como é? Todos erram e merecem ser perdoados, a pobre garota merece, pois com seu erro sofre mais do que os outros, sofre as consequências, malditas consequências...

"Wake up you have to see, you can't go on this way, it's you who makes it hard, it's not real, it's all in your head."
Rooney - All in your head

sábado, 7 de agosto de 2010

I want to sleep in the city that never sleeps.

Você alguma vez já sonhou em estar em algum lugar onde você se encaixasse? Onde tudo que você fizesse fosse extremamente normal? Onde seus sonhos pudessem virar realidade? Onde as pessoas fossem misteriosamente interessantes?
Bom, eu já sonhei, e muito. E meu sonho foi perfeitamente realizado no início de julho.
Conheci a cidade que nunca dorme, a cidade das luzes. Foi com certeza um sonho realizado.
As ruas tem histórias pra contar, as pessoas tem estilo próprio, a música está por toda parte, a cidade esbanja encanto.
Posso dizer que nunca estive tão maravilhada em toda a minha vida. Foi como se eu estivesse em casa. Me senti totalmente bem vinda, me maravilhei com cada pedacinho de história dessa belissíma cidade. Nova Iorque, é exatamente o que eu sempre imaginei. Meus olhos brilham só de lembrar cada segundo que passei, cada foto que tirei. Estou maravilhada e não consigo esquecer de lá.
Acho que isso, tornou minha decisão de migrar pra lá, e construir uma vida perfeita, trabalhando com o que realmente gosto e me encantando com tudo a cada dia que passe.
Nova Iorque definitivamente é o meu lugar.