domingo, 13 de fevereiro de 2011

O último suspiro.

Palavras são apenas palavras. Ações são apenas ações.
Deixei de acreditar nas minhas próprias palavras. Faz um tempo já. E posso dizer que foi uma das decisões mais desgraçadas que já tomei.
A falta de crença em você mesmo e nas suas capacidades gera a desconfiança. Extremamente desconfiante. Acho que é a melhor definição pra mim.
O pior de tudo é o medo que se cria. De fracassar, de falhar, de decepcionar. Medo de si mesmo. O pior de todos os medos, não tem como fugir do seu subconsciente. Aquelas palavras, aqueles suspiros vão soprar no seu ouvido repetidas vezes, até que você dê de fato o seu último suspiro...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A vida ás vezes engana.

Seria um dia normal, se não fosse pelas nuvens carregadas e o aniversário de 2 anos de namoro.
A garota levantou-se e começou a se preparar para o encontro que teria mais tarde.
Mal podia esperar pra vê-lo, senti-lo e abraçá-lo. Andavam distantes, mas tinha certeza que o amor ainda existia.
Escreveu uma carta, coisa que adorava fazer e ele adorava lê-las. Vestiu-se e postou-se a espera o horário.
Nada dele ligar, dar notícia pelo menos. Imaginou uma surpresa, ficou extremamente animada.
Deu a hora. Ligava e ligava, ele não atendia. Sentiu um aperto no peito, isso não estava certo.
Resolveu ir visitá-lo. Chegando lá, bateu uma vez, duas, três, e nada dele aparecer.
Alguns minutos depois, a porta se abre e a mãe dele sai, chorando desesperadamente. Abraçam-se. Ficam alguns minutos nessa posição e a garota sem saber começa a chorar também, algo ruim tinha acontecido.
Começaram a chegar policiais e ambulâncias e ela já esperando o pior pergunta:
"O que aconteceu? Alguém me diz, por favor!"
A mãe não consegue falar, apenas entrega um pequeno bilhete, levemente dobrado, a letra era do amado:
"Nada mais fazia sentido. Eu vivenciava poucos momentos de alegria, muitos deles ao seu lado. Seus sorrisos, seus abraços e seus beijos. Mas quero que entenda, não estava aguentando mais, sou fraco, atrapalhava todos a minha volta. Perdoe-me, te amo para sempre."
Cada palavra lida uma lágrima escorria, o coração batia cada vez mais devagar, como ele pode fazer isso? Correu para dentro da casa e o encontrou deitado no meio da sala sendo examinado. Ignorou todos a sua volta, só queria abraçá-lo. Ficou lá, talvez por horas, chorando e falando tudo que iria falar no encontro. Ele certamente ouviria...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Os cuidadosos é que ganham.

Ouviu passos. Olhou para trás apreensiva e não viu nada nem ninguém. Voltou a caminhar.
Cada passo que dava o barulho aumentava. O medo tomou conta de si, sabia que não deveria ter saído tão tarde.
De repente, um barulho ensurdecedor, um grito pra ser mais exata, a assustou. Agudo e longo. O medo apenas crescia e crescia. Tomou coragem e olhou para trás novamente.
O que viu, foi pior do que qualquer coisa que já tinha visto em toda a sua vida, pior do que seus maiores pesadelos.
Foi em direção á coisa, passos pequenos e intimidados. A respiração cada vez mais cansada mostrava todo o seu pavor. A coisa não se mexia, isso encheu-a de coragem.
Assim que estavam frente a frente, o pavor já havia deixado-a imóvel. A coisa pegou-a e engoliu-a em uma só mordida.
Nunca mais ouviu-se falar da pobre menina.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A imensidão açúcarada.

Contava, 1,2,3,4...
Se perdeu. Uma imensidão azul salpicada de branco.
Queria poder abrir a janela e pular de uma em uma, deitar, rolar...
A vista nunca lhe foi tão bela.
O sol, iluminava os olhinhos brilhantes e de repente, uma lágrima a rolar.
A pobre garota chorava, diante da bela paisagem.
Chorava por amor, chorava por saudade, chorava e chorava,
mas o coração sorria, pois sabia que um dia iria voltar.
Um dia iria poder voar por entre as nuvens...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Dezembro de 2010.
Mais um ano passou. As coisas mudaram muito esse ano. Minha rotina, as pessoas, eu amadureci.
Se fosse definir 2010 em uma palavra diria: crescimento.
Cresci muito, na forma de pensar, agir. Aprendi que nem tudo está a nosso favor e que a medida que o tempo passa, temos que nos acostumar com responsabilidades, essas, que muitas vezes nós nem queremos, mas que são inevitáveis.
Isso me levou a pensar em:
As coisas passam ou nós que nos apegamos as coisas passageiras?
Na minha opnião, ambos.
Aquele show que você está louca pra ir, demora pra chegar, e quando chega, passa rápido. Mas dele, você vai tirar as melhores lembranças que se podem ter. E irá guardar isso, pra vida toda, quando sentir saudade, vai buscar nas suas lembranças a melhor noite da sua vida.
Começamos a idealizar situações e um tempo depois, quando ela já passou, vamos avaliar se ocorreram como esperávamos.
A verdade, é que o tempo voa e não espera. E assim, vai, um ano mais rápido que o outro. Cheio de momentos inesquecíveis que vão alimentar nossa memória por muito tempo.
O problema é que com tanta coisa para se fazer hoje em dia, os momentos bons para serem lembrados estão só diminuindo.
Então o apelo de fim de ano fica:
Preste atenção nas pessoas que estiveram ao seu lado nesse ano, guarde os momentos que teve com elas, e vá levando assim, pros próximos anos que vierem. Da vida, não se leva nada material, apenas o sentimental, faça a diferença. Nossas ações não terão muita importância, mas vão deixar uma marca só nossa, por onde passarmos. Pense nisso.

Ingrid e Victória.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Just to remember.

Qualquer coisa que você faça será insignificante, mas é muito importante que você o faça. Você pode não saber qual é o significado da sua vida, e não precisa. Precisa apenas saber que ela significa alguma coisa. Toda vida tem um significado, mesmo que dure 100 anos ou 100 segundos. Toda vida tem. E cada morte, muda o mundo do seu próprio jeito. Ghandi sabia disso. Ele sabia que sua vida significava alguma coisa para alguém, em algum lugar, de alguma forma. E ele sabia com muita certeza que ele jamais saberia o significado dela. Ele entendeu que viver a vida, deve ser mais uma grande preocupação, do que um entendimento. E eu também. Você pode não saber, então não leve isto por certo, não leve isso muito a sério. Não adie o que você quer, não deixe que nada o impeça. Apenas tenha certeza, de que as pessoas com que você se preocupa saibam. E tenham certeza do que você realmente sente, porque só assim tudo pode acabar.

sábado, 18 de setembro de 2010

Get back.

Sentou abraçada ao moose. Chorou como se não houvesse mais nada a perder.
As lágrimas escorriam e embaçavam sua visão. Não conseguia parar de chorar.
Seu coração? Em pedaços. Sua sanidade? Perturbada. Sua essência? Perdida há muito tempo.
Não conseguia entender toda a turbulência de coisas em sua mente.
Tudo flutuava, e a fazia sentir-se cada vez mais inferior.
Lembrou-se de quando passava horas sentada com sua família, contando histórias, rindo, brigando, desculpando-se.
A nostalgia invadia seu coração, fazendo-a chorar ainda mais. O que fizera com a sua vida?Por que se distanciara tanto de tudo e de todos?
Cadê aqueles sorrisos constantes? A vontade de ver os amigos, as pessoas que ama? Pra onde foi tudo isso?
Pra onde foi, não se sabe. A única certeza é que deseja ter tudo de volta. Todos os sorrisos, as cantorias, os suspiros, as vibrações. Deseja voltar a ser quem era, sem medos, sem preocupações, sem intenções...